Educação: Gostando de ler
O gosto pela leitura nem sempre surge do nada. Se bem que algumas crianças acabam por pegar num livro com gosto, outras há para quem até ler gibi é um sacrifício. Para que possa ajudar o seu filho a gostar de ler e a fazê-lo sem dificuldade, deixamos aqui alguns conselhos práticos.
1. Fazer uma pausa na atividade cotidiana Reserve um intervalo de tempo durante o qual sabe que não vai/vão ser perturbados/. Quinze minutos é um intervalo de tempo suficiente.
2. Tornar a leitura agradável Faça da leitura uma experiência agradável. Sente-se ao lado da criança. Não a pressione se ela mostrar alguma resistência e, se ela não estiver realmente interessada, opte por outra atividade ou deixe-a livre para fazer o que pretende na altura.
3. Não fazer interrupções bruscas Se a criança ler mal uma palavra, não a interrompa de imediato. Esse intervalo lhe dará hipótese de se corrigir. Se não resultar, dê-lhe exemplos de outras palavras "difíceis" com um som semelhante para que não fique presa àquela palavra em particular e tente resolver o problema por si.
4. Ter uma atitude positiva Evite expressões como "Não!" ou "Está mal!". Utilize expressões como "Agora vamos ler juntos..." e aponte para as palavras à medida que, lentamente, as lê. Aumente a auto-estima da criança elogiando todos os progressos, até os aparentemente mais insignificantes.
5. Combater a ansiedade Se os pais demonstrarem uma grande ansiedade, podem levar a criança a sentir que "é tudo muito difícil". Escolha livros com textos adequados aos gostos e capacidades da criança. Debater-se com um livro cheio de palavras "difíceis" pode dar origem a uma "fobia" da leitura, uma vez que a falta de fluência na mesma faz com que a criança não perceba o que lê e não retire prazer dessa atividade.
6. Ir à biblioteca Habitue a criança a visitar e a requisitar livros nas bibliotecas públicas, escolares ou outras.
7. Fazer da leitura uma prática regular Tente criar a rotina de ler com a criança todos os dias ou, pelo menos, nos dias de escola. Não esqueça que os professores têm pouco tempo para se dedicar individualmente a cada criança.
8. Manter contato regular com a escola e com o professor Fale com o professor e mantenha-se informado sobre os progressos da criança. Se ela souber do seu interesse irá se sentir mais motivada.
9. Falar sobre os livros Antes de iniciar a leitura (ou no final), fale sobre o livro que a criança vai ler. Fale das imagens e até do tipo de letra. Se o livro já for conhecido pode falar sobre a parte favorita da criança. Esta é também uma forma de ficar sabendo se a criança percebeu o que leu.
10. Promover a variedade Escolha livros de gêneros diferentes para as sessões de leitura. Varie: dos livros "a sério" aos gibis, dos poemas aos livros informativos. Deixe a criança escolher também.
fonte Portal AMor de Mãe


Escrito por Luiz Fernando às 21h08
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SAÚDE 10 dicas para uma vida mais saudável
1. DEIXE CORRER Correr riscos é importante para a saúde da criança, alerta a Sociedade Real para Prevenção de Acidentes, na Inglaterra. Estudos mostram que alguns pais proíbem os filhos de brincar fora de casa por medo dos machucados. Mas dessa forma, segundo a entidade, estão impedindo que eles aprendam a lidar com o perigo. A experiência é que vai ensiná-los, por exemplo, a discernir se subir em uma determinada árvore ou brinquedo do playground é arriscado. Arranhões, batidas e manchas roxas fazem parte da brincadeira, por isso, relaxe.
2. VIVA EM GRUPO A correria do dia-a-dia é a primeira desculpa para não sair de casa. Com o tempo e o espaço de socialização reduzidos, os relacionamentos se enfraquecem. O resultado são crianças individualistas. Outro motivo para encontrar os amigos, faça chuva ou faça sol, é a saúde. A socialização favorece a longevidade, diz pesquisa da Sociedade National Geographic, em parceria com a Universidade de Minnesota. Ao estudar cidades com altos índices de habitantes com 100 anos ou mais, descobriu-se que o convívio social intenso é uma das características que eles tinham em comum!
3. FAÇA DIETA EM FAMÍLIA Se a melhor maneira de educar as crianças é por meio do exemplo, não poderia ser diferente em volta da mesa. Caso o pediatra tenha recomendado que as crianças percam alguns quilinhos, não adianta só esconder refrigerantes e guloseimas. De acordo com estudo recente da Escola de Medicina de Yale, que acompanhou 209 crianças americanas com sobrepeso durante um ano, as chances de uma criança emagrecer são maiores se a família inteira adotar novos hábitos alimentares. As que tiveram acompanhamento em clínicas pediátricas de emagrecimento, além de emagrecer menos, às vezes, até engordavam. O resultado não surpreendeu os cientistas!
Não dá para plantar árvores? Tenha flores 4. PLANTE UMA ÁRVORE Que o seu filho precisa comer frutas e vegetais para viver bem, não é novidade. Mas se você está procurando uma maneira de convencê-lo, a resposta pode estar lá atrás, no quintal. Estudo recente da Universidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, sugere que crianças comem mais que o dobro das porções recomendadas diariamente de frutas e verduras (no mínimo, cinco) se a produção for local. Vale adaptar a regra para a cidade. Mesmo que você não tenha espaço em casa para plantar uma árvore, cultivar flores, ervas e legumes pequenos na varanda já causa impacto positivo nas crianças, acreditam os pesquisadores.
5. SEJA FLEXÍVEL Segunda e quarta, inglês. Terça e quinta, natação. Sexta, aula de artes. Isso sem falar na escola. As crianças de hoje têm as agendas lotadas. O curioso é que 62% das mães brasileiras acreditam que crianças felizes são aquelas que não têm horários rígidos. A conclusão é de uma pesquisa recente realizada com 1.500 mães, em dez países. Você provavelmente concorda com a maioria, pois se lembra do quanto era gostoso, na infância, ter as tardes livres para brincar, sem preocupações. Como diz a educadora britânica Cathy Nutbrown, os pequenos têm a sua própria noção de tempo. Param para ouvir um avião no céu ou observar uma joaninha numa folha. "Conforme descobrem mais sobre o mundo e seu lugar nele, esforçam-se para não ser apressadas pelos adultos", afirma. Pensando nisso, que tal agir diferente e diminuir os compromissos de seu filho? 6. DEIXE SUJAR A suspeita de que o excesso de higiene pode estar associado ao aumento dos casos de alergia vem sendo comprovada pela ciência. Pesquisa do Centro de Respiração do Arizona, nos Estados Unidos, sugere que a exposição à endotoxina pode reduzir o risco de dermatites e espirros em crianças, se ocorrer nos primeiros anos de vida. A substância está presente em certas bactérias encontradas na poeira.
7. PREFIRA ALIMENTOS ORGÂNICOS Apesar de sobrarem ofertas orgânicas nas prateleiras, de frutas à fórmula infantil, nem sempre vale a pena gastar mais. Os vegetais, em geral, compensam. Pois os agrotóxicos, mesmo em níveis controlados, podem fazer mal a longo prazo. Para economizar, compre frutas e verduras orgânicas da estação, quando estão mais baratas, e congele-as. Morango, tomate, alface e papaia estão entre os mais "tóxicos". Mais uma vantagem do tomate orgânico: possui maior concentração de flavonóides, substância que previne doenças cardiovasculares, segundo estudo da Universidade da Califórnia (EUA). Se não der para comprá-los, procure descascar os alimentos.
Abraçar faz bem à saúde 8. EXAGERE NOS BEIJOS E ABRAÇOS A "terapia do abraço" ficou famosa, há dois anos, quando a psiquiatra Karen Grewen, da Universidade da Carolina do Norte, comprovou que o contato físico protege o corpo de doenças cardiovasculares e diminui os níveis dos hormônios do estresse. Você acha um exagero os cientistas gastarem tempo com um assunto tão óbvio? Nem tanto se pensarmos que, às vezes, as famílias começam o dia brigando por causa da pressa para cumprir uma agenda cheia de compromissos. Por isso, não custa lembrar: abraçar faz bem à saúde e, além do mais, é uma delícia. 9. AJUDE O PRÓXIMO O trabalho voluntário traz benefícios também a quem ajuda. Além de viver mais, os voluntários têm menos chance de sofrer ataques cardíacos e depressão. É o que sugere pesquisa da Associação Nacional de Serviço Comunitário, órgão vinculado ao governo dos Estados Unidos, que revisou mais de 30 estudos sobre o tema. Cem horas por ano - o equivalente a duas por semana - são o suficiente para obter as vantagens, de acordo com os pesquisadores. Os ganhos individuais, claro, não devem ser a principal motivação para ensinar filantropia às crianças, mas são um ótimo estímulo para começar!
10. TENHA FÉ EM ALGO Rezar protege a saúde? A ciência não sabe explicar o porquê, mas a fé, independentemente da religião, pode influenciar na recuperação de doenças. Ao estudar o batimento cardíaco de mulheres com câncer, pesquisadores das Universidades de Los Angeles e de São Francisco descobriram que a oração e a meditação ajudavam as pacientes a lidar melhor com o estresse. O que, para os médicos, é um indicativo de saúde. Enquanto os cientistas buscam a resposta, se os pais gostam da idéia, vale a pena cultivar a espiritualidade - para o corpo e para a mente. É uma maneira de ensinar às crianças a descobrir seu lugar no mundo.
Revista Crescer

Escrito por Luiz Fernando às 18h54
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