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Nome: Luiz Fernando
Idade: 29 anos - Niver 14 de Março
Cidade: Registro - Vale do Ribeira
Gosto: Gosto... Amo... Adoro... trabalhar com crianças
Odeio: Maus tratos em crianças
E-mail: luizfernandorgt@yahoo.com.br

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Nutrição e saúde: Menina precisa de ginecologista

Até bem pouco tempo, as mulheres acreditavam que a ginecologia era uma especialidade dedicada exclusivamente Às mulheres casadas, ou seja, às não virgens. O sexo era tabu, assim como tudo o que se relaciona com o aparelho e o sistema reprodutor. As crianças tinham, e ainda têm, coceiras, doenças sexualmente transmissíveis (DST), ardência e corrimentos, mas as mães, envergonhadas, não buscam a ajuda adequada do ginecologista.

A revolução sexual das duas últimas décadas trouxe uma nova visão do próprio corpo, e o que era proibido e falado em voz baixa, num tom secreto, passou a ser discutido nos jornais, nas famílias e mais, recentemente, nas escolas. Como reflexo desta abertura, percebeu-se que o ginecologista, embora especializado numa área relacionada ao sexo, cuida de pacientes de todas as idades, mesmo porque não é necessário ter contato sexual para se adquirir uma doença ginecológica.

As bactérias e vírus estão por aí, esperando o momento certo para se instalarem e se desenvolverem. Sendo o ginecologista um médico especializado numa parte importante e delicada do corpo, procurá-lo deve ser natural quanto ir ao outro especialista qualquer.

Algumas mães podem perguntar: " Porque o pediatra não resolve também este tipo de problemas?" A resposta é simples: o pediatria é uma espécie de clínico geral que diagnostica e trata as doenças infantis, mas envia seus pacientes a um especialista quando sente a necessidade de um acompanhamento mais aprofundado e específico: ortopedistas para crianças que precisam corrigir posturas, oftalmologista para crianças com problemas visuais e ginecologista para aquelas que sofrem de corrimentos, ou só precisam esclarecer dúvidas.

Doenças? Melhor não tê-las, mas preveni-las, e quando o assunto é ginecologia a palavra chave é HIGIENE.

Aprendendo Novos Hábitos

Alguns são condenados pelos ginecologistas, como usar calcinhas, toalhas, biquinis emprestados e sentar nua no chão (areia da praia, grama, terra, etc...) A calça da amiguinha pode estar contaminada e quanto ao chão - mesmo o tapete da sala - e a areia da praia, funcionam como verdadeiros florestas de bactérias e fungos. Em contato com eles, sua filha corre o risco de contrair, citando o caso mais comum, uma colpite bacteriana (inflamação da vagina por bactérias).

Até certa idade o banho é um suplício para as crianças, uma invenção despropositada dos adultos, mas, aos poucos, tente fazê-la entender sua importância. Ensine-a a lavar bem a área genital - com água e sabão neutro e nenhum produto higiênico a mais - para não provocar irritações. Na hora de limpar o bumbum passe o papel higiênico de frente para trás, da vagina para o ânus, caso contrário as bactérias das fezes podem causar infecções urinárias.

Exame simples e indolor

Corrimentos e coceiras são sempre causados por bactérias, parasitas, verminoses ou por falta de higiene. Os exames necessários são simples e indolores: urina e citologia vaginal.

A coleta do material da vagina, bem como o uso do remédio (local), não machuca, não rompe o hímen, nem traumatiza.

As meninas, ao que parece, já perceberam que ir ao ginecologista não é um BICHO DE SETE CABEÇAS e a maior parte delas não tem vergonha nem medo, encarando os exames com naturalidade. Pode-se afirmar, inclusive, que quando as meninas se portam de maneira tímida e tensa, normalmente as causas estão no nervosismo que os adultos lhes transmitiram.

Um bom relacionamento mãe-filha é a garantia de um desenvolvimento sexual "sem grilos".

Um corpo em transformação

Com a a chegada da puberdade, aos nove ou dez anos, ampliam-se as possibilidades do auxílio do ginecologista. Os hormônios femininos responsáveis pela maturação sexual começam a circular, incentivando um mundo de fantásticas transformações.

As manifestações deste corpo em transformação (apesar de trazer a euforia das novas descobertas), nem sempre são agradáveis. Quando se inicia a fase da ovulação, um a dois anos depois da primeira menstruação, é comum o aparecimento de um corrimento esbranquiçado, leitoso e sem cheiro. Esta secreção fisiológica - discreta e em pouca quantidade - é causada pelo estrogênio e pelas glândulas responsáveis pela lubrificação vaginal. São normais também, bandas cólicas ocasionadas, no período menstrual, mas caso contrário, se elas forem fortes e violentas há necessidade de investigação e tratamento adequado.

Corrimentos, coceiras e ardência são sintomas que devem ser investigados, assim como dores abdominais inexplicáveis. Colites bacterianas, candidíase e tricomoníases são os problemas mais frequentes e não é necessário ter vida sexual ativa para contraí-los.

DST: mesmo sem contato sexual

E agora um detalhe, que não tem a intenção de alarmar, mas de esclarecer, informar e despertar para uma situação; não são tão raros quanto se pensa os casos de crianças com doenças sexualmente transmissíveis. A realidade é que as pequeninas podem adquirir através do contato com objetos contaminados (roupas íntimas, toalhas, vasos sanitários, etc...) ou pelo contato (não sexual na maioria dos casos)com portadores.

A qualidade do relacionamento mãe-filha é fundamental, num processo que envolve, acima de tudo, franqueza e confiança, algumas conversas deverão esclarecer dúvidas como o que é menstruação, por onde saí, o que vai mudar, o que é sexo, informações básicas e simples, mas que numa cabecinha jovem se transformam em dúvidas inquietantes e de grandes proporções. Explicando tudo de maneira lógica e correta, sem fantasias ou tabus, a criança, um ser sensível e inteligente, viverá seu desenvolvimento sexual sem "grilos" ou falsos temores.

Fonte Portal Amor de Mãe



Escrito por Luiz Fernando às 20h27
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